quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O impacto comportamental das Redes Sociais


Rede social é gente. Gente que se relaciona. Gente que se comunica. Que busca  contatos antigos na web, com a esperança de que eles façam parte de alguma dessas imensas teias de relacionamento. Gente que escreve, fala, age, registra e tem o suporte das redes sociais para tornar publico o que pensam e sentem. Rede social equivale, para nossa sociedade, a visibilidade. E isso acarreta em transformações estratégicas de relacionamento quando o assunto são corporações dirigidas por pessoas que entendem a importância de participar destas redes para a imagem de suas marcas. Nas regiões do Brasil onde se tem acesso a web mais facilmente é difícil encontrar internautas que não estejam participando de alguma. Contudo encontrar amigos, conversar, publicar fotografias e textos, externar emoções e pontos de vista não são as únicas coisas que os usuários fazem acessando as redes sociais de seus computadores pessoais ou plataformas móveis. Conforme o site de noticias Terra existem mais de 1 bilhão de adeptos delas no mundo e o Facebook é responsável por 90% deste montante, com 901 milhões de usuários.
Mas o que as pessoas fazem nestas verdadeiras "teias de relacionamento" que se alicerçam na Internet? Ao abrir a página do Google e pesquisar a quantidade impressionantes de redes sociais que existem se detecta as diferentes propostas de cada formato. O LinkedIn, por exemplo,  serve para a busca de contatos profissionais, enquanto o Last.fm se dedica a musica exclusivamente e está disponível em vários idiomas. Temos redes que servem ao propósito do relacionamento interpessoal, como Facebook, Orkut, Myspace, Twiter assim como outras destinadas a busca de relacionamento afetivos, como Twoo, Zoosk e Badoo. Há as redes que são projetadas para o público ligado ao mundo literário, como o Skoob e o O Livreiro, ou a Filmow para os cinéfilos de plantão. A partir daqui o que se lê nas entrelinhas é a necessidade de reconhecer como cresceu essa modalidade de relacionamento proporcionada pela Web 2.0. E isso se torna um pouco evidente quando voltamos o olhar para o alcance e popularidade do Twiter. A instantaneidade desta ferramenta e seu formato, batizado de “microblog”, são fatores que a popularizaram no mundo virtual, inclusive tornando ela suporte para a produção e difusão de conteúdo jornalístico e publicitário. Os microblogs ainda tem a vantagem, em geral, de possuírem a API (Application Programming Interface,) liberada, o que possibilita a criação de ferramentas diferentes e abre caminho para a realização de mashups, dando origem a outros produtos.

                          


O Brasil é um dos países mais “sociáveis” do planeta, tendo uma participação significativa nas estatísticas referentes ao uso das maiores redes sociais do globo.  O cenário que vemos hoje é de um bom numero de redes de relacionamento estabilizadas, ou seja, já consolidadas na web sendo o Facebook, Messenger, da Microsoft, e Orkut exemplos disso. Por outro lado vemos também que existem algumas delas em decadência, como o Myspace que vem perdendo usuários, e outras em franca ascensão, Skype e Youtube ilustram bem esse quadro. As Redes sociais estão crescendo e se renovando nesse processo. Ao se reinventar elas assumem novas interfaces, adquirem novos propósitos, atraem novos usuários e se firmam, aos poucos, como uma plataforma de relacionamento que vai acabar com qualquer fronteira física existente na comunicação entre os homens. Estas verdadeiras “teias de relacionamento ou comunicação” se espalham pelo mundo virtual e nesse ritmo vão ganhando adeptos de diferentes nacionalidades, etnias e religiões. Dizem que graças as manifestações que foram se espalhando pelas redes sociais a “Primavera Árabe” começou, o que culminou na queda de regimes ditatoriais e produziu transformações de pensamento em um significativo numero de indivíduos naquelas culturas. Mas o que deve vir ainda no futuro em face deste potencial notável que as redes sociais acumulam? Quais serão ainda as transformações culturais e comportamentais que elas devem trazer ao modo de viver e se relacionar das sociedades na nossa época? Quais devem desaparecer? Como serão essas “teias” daqui há 10 anos? Este é, sem dúvida, ótimo assunto para um próximo debate!
Minha dica de leitura hoje é "Le Troisième Testament", escrita por Xavier Dorison, uma belíssima HQ francesa, muito bem escrita e finamente desenhada pela artista Alex Alice, baseada no romance "O Nome da Rosa", fortemente indicada para pessoas inteligentes e apreciadoras de arte. Ao todo são 4 livros que compõe a série. Minha dica de anime é "Aquariom Evol", de Shoji Kawamori, uma série fantástica que se desenrola em um futuro próximo. É comovente do início ao fim e muito bem desenhada pelos artistas gráfico, que utilizam o 3D em gratas medidas. E para encerrar, minha dica de documentário é "Zeitgeist - The Movie". "Zeitgeist" é um termo alemão que significa "espirito do tempo" e este documentário foi produzido pelo "Movimento Zeitgeist", que vem se espalhando pelo mundo. O filme é extremamente esclarecedor no tocante a assuntos como o "Mito do Cristo", a morte de John Fitzgerald Kennedy e as controvérsias a respeito do atentado terrorista (??) de 11 de Setembro de 2001.
Saber é uma forma de se tornar consciente. Tornar-se consciente aponta para um horizonte onde a evolução se torna mais próxima. O objetivo de "ser" é tornar-se consciente. Simples assim. Agora sumam e  vão assistir um documentário!!!




As perspectivas de futuro do e-commerce como tendencia mundial


Na maioria dos casos, quando se fala sobre tecnologia, é preciso lançar um olhar na direção do futuro. E neste caso, como estamos falando de recursos e facilidades disponibilizados pela tecnologia, mais especificamente o e-commerce, não é errado descrevê-lo como uma clara tendência de comércio no futuro, principalmente quando o assunto é o Brasil. Sendo um poderoso instrumento de compras, desde 1995 no nosso país, esta modalidade de varejo faturou em torno de 23 bilhões de reais em 2009, conforme estudo realizado pela AmericaEconomia Intelligence e divulgado em 2010 pela Visa. O crescimento computado pelo estudo, em relação aos outros países da America Latina no mesmo período, foi de 170%. E isso é bastante, podem acreditar. Já o faturamento do setor em 2011 foi de 18,7 bilhões, 26% maior em relação ao ano anterior. De 2009 para 2011 houve uma queda perceptível no montante de lucro, certamente devido a questões que ainda atravancam o progresso do e-commerce no Brasil, mesmo assim a escalada de vendas das empresas de 2011 para 2012 permanece sendo uma realidade, com uma expectativa de faturamento neste ano de aproximadamente 23 bilhões novamente. Cerca de 25% a mais que o registrado em 2011.
Um dos fatores determinantes para este cenário é o aumento da procura de produtos na internet por brasileiros de todas as classes. E isso vem acontecendo desde 2007, conforme apontam as pesquisas. Mesmo com a problemática enfrentada pelas empresas do setor, como o “fantasma do carrinho vazio” (leia-se: a desistência de efetuar a compra depois que o produto já foi posto no carrinho virtual), a demora no prazo de entrega, custo alto dos fretes entre outras questões, em comparação com outros países latino-americanos, o Brasil está em boa vantagem neste quesito. O brasileiro começa a confiar mais no comercio feito pela internet. Talvez em função das estratégias desenvolvidas pelas equipes de marketing destas empresas, como descontos no frete e promoções que convencem o internauta. O fato é que a facilidade de poder acessar as lojas virtuais e comprar produtos que possivelmente não estivessem ao seu alcance nas lojas físicas, estando em quase qualquer lugar do Brasil e graças a Internet, é uma manifestação clara da chegada do que, há alguns anos, chamávamos de “futuro”. Claro que comprar pela internet tem seus riscos, mas é por isso que existem sistemas de segurança, como as criptografias de “chave pública” e de “chave privada” e a contratação dos serviços da “Site Blindado”, por exemplo, que tornam a página 99,9% segura da invasão de hackers. E este cenário é promissor, pois vemos que o e-commerce está se configurando, quem sabe, como a principal maneira de comprar e vender em um futuro não muito distante. Isso por que a tecnologia avança diariamente e sabe-se lá como serão as lojas virtuais daqui a uma ou duas décadas. 
O perfil do brasileiro que tem feitos compras, consultado preços e características dos produtos que pretende adquirir nas lojas virtuais da rede é bem variado. A Jet, Soluções em Comércio Eletrônico, uma empresa prestadora de serviços em sistemas dentro e fora do Brasil, realizou pesquisas sobre os e-consummers e elaborou estatísticas em diversos quesitos. Entre elas merecem destaque algumas que falam diretamente sobre esse perfil. No tocante a escolaridade, cerca de 32% deles tem ensino superior. Já a faixa etária mais significativa destes consumidores virtuais é 25 a 34 anos, e soma também 32% dos internautas. A propaganda “boca a boca” e a possibilidade de se ter acesso a mensagens favoráveis e desfavoráveis sobre determinado produto foram detectadas como dispositivos que incentivam o consumidor a tomar sua decisão.
Em 2004 o setor faturou 1,7 bilhão de reais e foi crescendo, anos após ano, até um salto de faturamento avaliado em 8,5 bilhões em 2008. Ou seja, uma escalada de pouco mais 300% em 4 anos. A expectativa para 2012, como citei anteriormente, é de 23 bilhões de reais. E certamente os empresários que fazem jus a inteligência que tem querem também uma fatia deste bolo. O e-commerce é o começo de uma transformação da forma como os negócios acontecem na vida real. Quando disse que é preciso lançar um olhar sobre o futuro ao falarmos de tecnologia eu não estava mentindo, pois o e-commerce é definitivamente uma tendência mundial. Aqui falamos apenas da situação no Brasil e na América Latina, enquanto nos EUA e Europa o comércio virtual já uma realidade bem consolidada. Vai chegar um tempo em que as empresas que pretendem faturar alto não vão poder mais viver apenas das lojas físicas. A largada desta corrida já foi dada e a disputa vem sendo subsidiada pelas corporações gigantes da internet, que oferecem motores de busca eficientes. Esse motores de busca levam qualquer internauta interessado em comprar na web diretamente para dentro das lojas virtuais, além de fornecer a ele informações adicionais a respeito do objeto de sua pesquisa. O e-commerce é uma alternativa inteligente e simples ao mesmo tempo, mas precisa ser segura e ágil para que essa tendência mundial se confirme!