Na maioria dos casos, quando se fala sobre tecnologia, é preciso lançar
um olhar na direção do futuro. E neste caso, como estamos falando de recursos e
facilidades disponibilizados pela
tecnologia, mais especificamente o e-commerce, não é errado descrevê-lo como
uma clara tendência de comércio no futuro, principalmente quando o assunto é o
Brasil. Sendo um poderoso instrumento de compras, desde 1995 no nosso país,
esta modalidade de varejo faturou em torno de 23 bilhões de reais em 2009,
conforme estudo realizado pela AmericaEconomia Intelligence e divulgado em 2010
pela Visa. O crescimento computado pelo estudo, em relação aos outros países da
America Latina no mesmo período, foi de 170%. E isso é bastante, podem acreditar. Já o faturamento do setor em 2011 foi de 18,7
bilhões, 26% maior em relação ao ano anterior. De 2009 para 2011 houve uma
queda perceptível no montante de lucro, certamente devido a questões que ainda
atravancam o progresso do e-commerce no Brasil, mesmo assim a escalada de
vendas das empresas de 2011 para 2012 permanece sendo uma realidade, com uma
expectativa de faturamento neste ano de aproximadamente 23 bilhões novamente. Cerca
de 25% a mais que o registrado em 2011.
Um dos fatores determinantes para este cenário
é o aumento da procura de produtos na internet por brasileiros de todas as
classes. E isso vem acontecendo desde 2007, conforme apontam as pesquisas.
Mesmo com a problemática enfrentada pelas empresas do setor, como o “fantasma
do carrinho vazio” (leia-se: a desistência de efetuar a compra depois que o
produto já foi posto no carrinho virtual), a demora no prazo de entrega, custo
alto dos fretes entre outras questões, em comparação com outros países
latino-americanos, o Brasil está em boa vantagem neste quesito. O brasileiro
começa a confiar mais no comercio feito pela internet. Talvez em função das
estratégias desenvolvidas pelas equipes de marketing destas empresas, como
descontos no frete e promoções que convencem o internauta. O fato é que a
facilidade de poder acessar as lojas virtuais e comprar produtos que
possivelmente não estivessem ao seu alcance nas lojas físicas, estando em quase
qualquer lugar do Brasil e graças a Internet, é uma manifestação clara da
chegada do que, há alguns anos, chamávamos de “futuro”. Claro que comprar pela
internet tem seus riscos, mas é por isso que existem sistemas de segurança,
como as criptografias de “chave pública” e de “chave privada” e a contratação
dos serviços da “Site Blindado”, por exemplo, que tornam a página 99,9% segura
da invasão de hackers. E este cenário é promissor, pois vemos que o e-commerce
está se configurando, quem sabe, como a principal maneira de comprar e vender
em um futuro não muito distante. Isso por que a tecnologia avança diariamente e
sabe-se lá como serão as lojas virtuais daqui a uma ou duas décadas.
O perfil do brasileiro que tem
feitos compras, consultado preços e características dos produtos que pretende
adquirir nas lojas virtuais da rede é bem variado. A Jet, Soluções em Comércio Eletrônico, uma empresa prestadora de
serviços em sistemas dentro e fora do Brasil, realizou pesquisas sobre os e-consummers e elaborou estatísticas em
diversos quesitos. Entre elas merecem destaque algumas que falam diretamente
sobre esse perfil. No tocante a escolaridade, cerca de 32% deles tem ensino
superior. Já a faixa etária mais significativa destes consumidores
virtuais é 25 a 34 anos, e soma também
32% dos internautas. A propaganda “boca a boca” e a possibilidade de se ter
acesso a mensagens favoráveis e desfavoráveis sobre determinado produto foram detectadas como dispositivos que incentivam o consumidor a
tomar sua decisão.
Em 2004 o setor
faturou 1,7 bilhão de reais e foi crescendo, anos após ano, até um salto de
faturamento avaliado em 8,5 bilhões em 2008. Ou seja, uma escalada de pouco
mais 300% em 4 anos. A expectativa para 2012, como citei anteriormente, é de 23
bilhões de reais. E certamente os empresários que fazem jus a inteligência que
tem querem também uma fatia deste bolo. O e-commerce é o começo de uma
transformação da forma como os negócios acontecem na vida real. Quando disse
que é preciso lançar um olhar sobre o futuro ao falarmos de tecnologia eu não
estava mentindo, pois o e-commerce é definitivamente uma tendência mundial. Aqui
falamos apenas da situação no Brasil e na América Latina, enquanto nos EUA e
Europa o comércio virtual já uma realidade bem consolidada. Vai chegar um tempo
em que as empresas que pretendem faturar alto não vão poder mais viver apenas
das lojas físicas. A largada desta corrida já foi dada e a disputa vem sendo
subsidiada pelas corporações gigantes da internet, que oferecem motores de
busca eficientes. Esse motores de busca levam qualquer internauta interessado
em comprar na web diretamente para dentro
das lojas virtuais, além de fornecer a ele informações adicionais a respeito do
objeto de sua pesquisa. O e-commerce é uma alternativa inteligente e simples ao
mesmo tempo, mas precisa ser segura e ágil para que essa tendência mundial se
confirme!

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