quarta-feira, 10 de outubro de 2012

As perspectivas de futuro do e-commerce como tendencia mundial


Na maioria dos casos, quando se fala sobre tecnologia, é preciso lançar um olhar na direção do futuro. E neste caso, como estamos falando de recursos e facilidades disponibilizados pela tecnologia, mais especificamente o e-commerce, não é errado descrevê-lo como uma clara tendência de comércio no futuro, principalmente quando o assunto é o Brasil. Sendo um poderoso instrumento de compras, desde 1995 no nosso país, esta modalidade de varejo faturou em torno de 23 bilhões de reais em 2009, conforme estudo realizado pela AmericaEconomia Intelligence e divulgado em 2010 pela Visa. O crescimento computado pelo estudo, em relação aos outros países da America Latina no mesmo período, foi de 170%. E isso é bastante, podem acreditar. Já o faturamento do setor em 2011 foi de 18,7 bilhões, 26% maior em relação ao ano anterior. De 2009 para 2011 houve uma queda perceptível no montante de lucro, certamente devido a questões que ainda atravancam o progresso do e-commerce no Brasil, mesmo assim a escalada de vendas das empresas de 2011 para 2012 permanece sendo uma realidade, com uma expectativa de faturamento neste ano de aproximadamente 23 bilhões novamente. Cerca de 25% a mais que o registrado em 2011.
Um dos fatores determinantes para este cenário é o aumento da procura de produtos na internet por brasileiros de todas as classes. E isso vem acontecendo desde 2007, conforme apontam as pesquisas. Mesmo com a problemática enfrentada pelas empresas do setor, como o “fantasma do carrinho vazio” (leia-se: a desistência de efetuar a compra depois que o produto já foi posto no carrinho virtual), a demora no prazo de entrega, custo alto dos fretes entre outras questões, em comparação com outros países latino-americanos, o Brasil está em boa vantagem neste quesito. O brasileiro começa a confiar mais no comercio feito pela internet. Talvez em função das estratégias desenvolvidas pelas equipes de marketing destas empresas, como descontos no frete e promoções que convencem o internauta. O fato é que a facilidade de poder acessar as lojas virtuais e comprar produtos que possivelmente não estivessem ao seu alcance nas lojas físicas, estando em quase qualquer lugar do Brasil e graças a Internet, é uma manifestação clara da chegada do que, há alguns anos, chamávamos de “futuro”. Claro que comprar pela internet tem seus riscos, mas é por isso que existem sistemas de segurança, como as criptografias de “chave pública” e de “chave privada” e a contratação dos serviços da “Site Blindado”, por exemplo, que tornam a página 99,9% segura da invasão de hackers. E este cenário é promissor, pois vemos que o e-commerce está se configurando, quem sabe, como a principal maneira de comprar e vender em um futuro não muito distante. Isso por que a tecnologia avança diariamente e sabe-se lá como serão as lojas virtuais daqui a uma ou duas décadas. 
O perfil do brasileiro que tem feitos compras, consultado preços e características dos produtos que pretende adquirir nas lojas virtuais da rede é bem variado. A Jet, Soluções em Comércio Eletrônico, uma empresa prestadora de serviços em sistemas dentro e fora do Brasil, realizou pesquisas sobre os e-consummers e elaborou estatísticas em diversos quesitos. Entre elas merecem destaque algumas que falam diretamente sobre esse perfil. No tocante a escolaridade, cerca de 32% deles tem ensino superior. Já a faixa etária mais significativa destes consumidores virtuais é 25 a 34 anos, e soma também 32% dos internautas. A propaganda “boca a boca” e a possibilidade de se ter acesso a mensagens favoráveis e desfavoráveis sobre determinado produto foram detectadas como dispositivos que incentivam o consumidor a tomar sua decisão.
Em 2004 o setor faturou 1,7 bilhão de reais e foi crescendo, anos após ano, até um salto de faturamento avaliado em 8,5 bilhões em 2008. Ou seja, uma escalada de pouco mais 300% em 4 anos. A expectativa para 2012, como citei anteriormente, é de 23 bilhões de reais. E certamente os empresários que fazem jus a inteligência que tem querem também uma fatia deste bolo. O e-commerce é o começo de uma transformação da forma como os negócios acontecem na vida real. Quando disse que é preciso lançar um olhar sobre o futuro ao falarmos de tecnologia eu não estava mentindo, pois o e-commerce é definitivamente uma tendência mundial. Aqui falamos apenas da situação no Brasil e na América Latina, enquanto nos EUA e Europa o comércio virtual já uma realidade bem consolidada. Vai chegar um tempo em que as empresas que pretendem faturar alto não vão poder mais viver apenas das lojas físicas. A largada desta corrida já foi dada e a disputa vem sendo subsidiada pelas corporações gigantes da internet, que oferecem motores de busca eficientes. Esse motores de busca levam qualquer internauta interessado em comprar na web diretamente para dentro das lojas virtuais, além de fornecer a ele informações adicionais a respeito do objeto de sua pesquisa. O e-commerce é uma alternativa inteligente e simples ao mesmo tempo, mas precisa ser segura e ágil para que essa tendência mundial se confirme! 

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